De volta à terra natal


Sábado, 07 de novembro de 2009, estive em minha terra natal, um povoado por nome Santaninha, município de Santo Antonio dos Lopes. Estava acompanhado de meus irmãos Almir e Aldeir, além de dois amigos e irmãos em Cristo.
Voltar àquele lugar depois de alguns anos, foi uma viagem no tempo. Lá hoje, já não há mais ninguém morando, todas as pessoas foram embora, umas para outras localidades vizinhas, outras tentar a vida na cidade grande, e outras...foram para a ETERNIDADE. Apesar disso, o que sobrou daquela povoação ainda é a minha terra natal, a paisagem natural também está bastante modoficada mas conserva ainda os contornos originais, de serras e matas que nos trazem muitas recoradações e que são o berço gentil que nos abrigou por vários anos de - como diria o poeta - uma "vida severina".
Meu amigo brincou dizendo, nascer num lugar desses e " escapar " é milgre...De fato, devo admitir que há algo de verdadeiro nessa frase.
Andamos bastante em busca de alguma caça, mas até onde pudemos constatar elas estavam bem mais espertas do que nós. Só o meu irmão Aldeir que alvejou uma nambu, espécie de ave que habita a região. De resto, revemos o lugar da casa onde fomos criados, da igreja que meu pai dirigia, o sítio plantado por meu avô(que já dorme com Cristo) e o acude idealizado e construído pelos pelos meus tios, dos quais um já está com Cristo e outra já não mora mais lá...não sei se com saudades deles e/ou por falta de cuidados o açude também está seco...
Algumas grande árvores que nos abrigaram às suas majestosas sombras também ainda permanecem de pé. Foi muito bom vê-las frondosas, e ver também que os garotinhos que elas abrigaram por manhãs a fio estão sonhando colocar seus galhos em majestosa altura, e estarem entre os pássaros, como realizando o eterno sonho humano de voar cada vez mais alto, assim como alto são os galhos daquelas árvores. Quando crianças eles representavam o que de mais alto conhecíamos.
Que o Deus que nos criou nos dê oportunidades cada vez maiores, e sempre nos permita voltar  àquele lugarejo, para uma reflexão oportuna, e cada vez mais prósperos, incluisve, dando-nos a oporunidade de um dia comprar todas aquelas terras para não permitirmos que ninguém toque naquelas árvores amigas, nem em nossas lembranças infantis.

Saudosamente escrevendo.

SLS

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