A Divisão Espiritual no Lar

(Subsídio para as lições bíblicas)
Lição 7


          Começaremos este subsídio tratando, de forma rápida, sobre a vontade de Deus para os solteiros. Entendemos que o namoro não é campo missionário, e, portanto a Bíblia não apóia o namoro entre uma pessoa crente e outra não crente.
          Tratando primeiramente dos solteiros, utilizamos um versículo que trata do caso de viuvez (1 Co 7.39). A semelhança entre a viuvez e o estado de solteiro é semelhante, pois permitem à pessoa casar-se. O viúvo, mais uma vez, e o solteiro pela primeira vez. O foco é o desimpedimento para contrair núpcias. Apesar de o texto acima descrever a possibilidade de um segundo casamento de uma mulher que passou pela viuvez, devemos observar dois princípios: a) No caso de uma viuvez, o viúvo ou viúva tem a possibilidade de se casarem mais uma vez; b) "Contanto que seja no Senhor" traz a idéia de que seu próximo cônjuge deve ser escolhido entre os domésticos da fé. Não há, portanto, uma concessão de Deus para que se escolha pessoas estranhas à fé cristã com o objetivo de constituírem uma família.
          O desejo de Deus em relação aos solteiros é que escolham pessoas da mesma fé a fim de se casarem. Usei o verbo "escolher" porque fazemos uma escolha quando casamos. Deus nos deu a liberdade para que escolhamos pessoas da mesma fé a fim de contrair núpcias, e essa escolha deve ser feita de forma inteligente e coerente.
         A Vontade de Deus para com uma pessoa casada com um não crente.
         Há o caso em que um homem e uma mulher se casam não sendo crentes, e um deles depois se converte ao evangelho, e o outro não. Aqui, a conversão ocorre depois de o casamento consumado. Existe o caso de uma pessoa crente que se casa com uma não crente. Isso ocorre com certa frequência quando um cristão resolve desobedecer a Deus quanto à escolha de um cônjuge. Neste caso o casamento é misto em sua origem. Há ainda o caso de duas pessoas se casarem na igreja, e um dos cônjuges professar ser cristão, mas não mostrar de forma evidente o fruto do Espírito e a salvação depois do casamento. Definidas estas três possibilidades, entendemos ser um grande desafio fé. Há divergências sobre o pensamento religioso, agravando os atritos da convivência. Ainda assim, Paulo recomenda que hão haja a separação do casal, se houver entre eles consenso em relação à vida em comum, ou seja, se o não crente quer continuar vivendo com  o crente, que não haja separação. A Bíblia não defende o divórcio, nem mesmo de um cônjuge crente, com um não crente. "E se alguma mulher tem marido não crente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe. Mas aos outros, digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe" (1 Co 7.13,14). Essa é a recomendação apostólica.

(Origem: Revista Ensinador Cristão)



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